#Rotinas e cuidados com o bebê

Pele: O laço afetivo vital entre cuidadores e bebês

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Pele: O laço afetivo vital entre cuidadores e bebês
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O que é o vínculo precoce? Quais são os papéis que o sentido do tato e a pele do seu bebê desempenham nesse processo? Aqui estão algumas informações para entender o comportamento do seu bebê e como o vínculo emocional entre pais e filhos se desenvolve.

Pele: O laço afetivo vital entre cuidadores e bebês

Você já deve ter ouvido falar sobre como o vínculo afetivo entre os pais e o bebê é importante para o desenvolvimento dos pequenos. E com isso, surgem várias dúvidas: como ocorre o vínculo precoce? Como isso se traduz no comportamento dos bebês? Por que o toque e a pele do seu bebê são fundamentais para esse vínculo? Bom, para responder, precisamos entender como os laços emocionais se desenvolvem entre você e o seu filho.

Ao nascer, o seu filho terá que se mostrar muito adaptável. Às vezes esquecemos, mas durante o nascimento, o ambiente do seu bebê muda drasticamente: ele passa por mudanças de pressão, temperatura e, principalmente, de iluminação. Seu filho sairá de um ambiente intra-uterino quente, com um líquido escuro e envolvente, para o mundo exterior: um ambiente brilhante, sem limites e mais frio do que o anterior.

A partir disso, surge uma das perguntas mais importantes e frequentes que os papais fazem: por que parece que o bebê “prefere” a mãe? Não podemos esquecer que a vida no útero preparou seu filho para ter uma preferência natural pela mãe. Ouvir e cheirar a mãe depois de ter feito isso durante toda a sua vida no útero, ajuda o bebê a se orientar no mundo exterior.

Como o vínculo entre mãe e filho se desenvolve?

O seu bebê é quem procura estabelecer esse vínculo com aqueles que cuidam e protegem ele. Esse laço afetivo é construído através de uma série de conexões e experiências emocionais entre os cuidadores e os bebês.

John Bowlby, um psiquiatra britânico, observou que existem três comportamentos precoces em crianças com o objetivo de promover a criação desse vínculo:

●    O primeiro é o choro e os gritos: esses chamados têm o objetivo de trazer o adulto para perto do bebê, para que ele cuide do pequeno.
●    Em seguida, as conversas e os sorrisos: ajudam a manter a proximidade entre o cuidador e o bebê com interações positivas e momentos felizes.
●    Por último, os “comportamentos ativos” do bebê: nesse momento, o seu pequeno é muito expressivo e ele vai tentar mover o corpo na sua direção ou agarrar você. A mensagem é clara: cuide de mim!

Pele: o elo fundamental para criar um laço afetivo com o seu filho

Todos esses comportamentos para criação de vínculo envolve a pele do bebê e suas interações com o ambiente. A pele terá diferentes funções, algumas delas essenciais para o desenvolvimento do laço afetivo entre o cuidador e o bebê, como:

●    Proteção: atua como uma barreira natural que protege nossos órgãos do contato direto com perigos.
●    Termorregulação: os sensores presentes na pele transmitem as informações relevantes sobre o nosso ambiente, para aumentar ou diminuir a temperatura do corpo.
●    A pele atua como um centro de recepção e transmissão de informações sensoriais: através dela, a criança vai conhecer mais sobre o próprio corpo e seus limites.

Tudo isso mostra como a pele é um local vital de troca entre o próprio corpo do bebê e o seu ambiente. Afinal, a primeira linguagem do bebê é o toque, por isso é fundamental essa proximidade entre mãe e filho, que pode ser promovida, por exemplo, através de massagens e alongamentos, que irão ajudar no desenvolvimento de um vínculo afetivo ainda mais forte.