5 hábitos que podem prejudicar a pele do bebê

As mães e os pais muitas vezes não percebem que alguns hábitos cotidianos prejudicam o desenvolvimento da pele do bebê, causando uma série de problemas como alergias e descamações. Isso porque a pele do bebê é muito frágil, imatura e não pode ser tratada como a pele de um adulto: ela ainda não possui sua função protetora completa e, por isso, precisa de cuidados especiais. Especialmente do nascimento até os dois anos de idade.

É por isso que a pele do bebê é tão mais suscetível às agressões externas assim como mais permeável à absorção de substâncias que são capazes de acarretar irritações e até mesmo desidratação. Abaixo, acompanhe 5 práticas corriqueiras que podem prejudicar a pele do bebê e saiba o que fazer para evitar maiores problemas:

 

1 – Deixar o bebê com a fralda suja

Trocar a fralda sempre após as mamadas e fazer a higienização adequada da região previne contra as assaduras e outras perturbações, como inflamações, ardência e coceira. “A oclusão da pele na região das fraldas ocasiona aumento da temperatura e umidade local, além disso, a pele fica mais suscetível à irritação pelo contato e maceração da fralda, das fezes e da urina”, afirma Dra. Vania Oliveira de Carvalho, no Guia de Conselhos da Mustela.

Para evitar as assaduras, mantenha o bebê sempre limpinho, sem deixá-lo muito tempo com a fralda suja de xixi e cocô. Para fazer a higiene, utilize lenços umedecidos, água ou algodão com água de limpeza sem enxágue. Lembrando que todos os produtos para a troca de fraldas devem ser escolhidos com cuidado pelos pais: do lenço umedecido à pomada antiassaduras, é preciso ficar de olho nas formulações, buscando itens com ingredientes naturais e compatíveis com a pele sensível dos bebês – e que garantem segurança na utilização desde o nascimento.

 

2 – Banho muito quente

O medo do bebê passar frio durante o banho levam muitos pais a deixar a água quente demais. A temperatura alta prejudica o desenvolvimento da camada protetora e resseca ainda mais a pele do bebê. E isso pode não só potencializar o surgimento de brotoejas como também piorar quadros de pequenos com pele de tendência atópica ou dermatite. A água quente não só compromete os cuidados com estas disfunções na pele como também dificulta o tratamento destas condições.

No verão vale aumentar a quantidade de banhos mornos (entre 30 a 32ºC) para que a pele do bebê fique sempre limpa e fresca. Seque a região afetada com toques leves com a toalha e não utilize cremes ou loções perfumadas ou oleosas. Se possível, deixe o bebê sem roupa ou somente com fralda durante algum tempo para sua pele se refrescar.

 

3 – Exposição ao sol

A recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia é usar protetores solares em bebês com mais de seis meses. Para não ter dúvidas ao levar um protetor solar para casa, fique atento ao rótulo: itens com alta proteção contra os raios UV, responsáveis pelas queimaduras solares, precisam contar com Fator de Proteção Solar acima de 50 e, ao mesmo tempo, um PPD igual ou superior a 10, ou seja, 1/3 do FPS. Este fator de proteção contra os raios UVA, que também aparece nas embalagens como FPUVA, protege contra essa radiação, que penetra nas camadas mais profundas da pele. É necessário que as mamães e os papais fiquem atentos em relação ao tempo de exposição e ao horário, já que a pele do bebê é frágil e perde água com mais facilidade.

 

4 – Não usar hidratante adequado

Até os dois anos de idade, a pele do bebê ainda está em desenvolvimento e não é capaz de manter sozinha os níveis de hidratação. Por esse motivo, é recomendado o uso de um bom hidratante, especificamente um que seja adequado ao tipo de pele do bebê: frágil e imatura.

Para a escolha do hidratante mais adequado ao tipo de pele do seu bebê, é importante uma consulta com dermatologista ou pediatra para o diagnóstico correto.

A Mustela possui cuidados específicos para a pele normal, pele muito sensível e pele com tendência atópica.

 

5 – Levar em conta o pH dos produtos

A grande maioria dos produtos de cuidados com a pele dos bebês não trazem informações de pH nos rótulos. Mesmo aqueles descritos como suaves ou neutros podem ter índices elevados que são inadequados para a pele dos pequenos.

O pH fisiológico, entre 4,5 e 5,5, é o ideal para a proteção da pele do bebê: de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o pH ácido similar ao pH cutâneo não interfere com tanta intensidade na microflora da pele. Além disso, o pH dentro destes níveis respeita a delicadeza cutânea e atua em perfeita harmonia com a pele frágil dos pequenos, não ressecando e nem agredindo a cútis.

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