• #Cuidado e desenvolvimento
  • #Cuidados com a pele e rotina de banho
  • #Tipo de pele

Pele com tendência atópica: a influência do clima e das estações do ano nas crises de eczema

9min 8sec Atualizado em janeiro 08, 2026
blog-pele-com-tendencia-atopica-a-influencia-do-clima-e-das-estacoes-do-ano-nos-surtos-de-eczema_47275b84-5950-41f5-8340-a84cdcebb511 - Mustela Brasil - 1

Pele com tendência atópica: a influência do clima e das estações do ano nas crises de eczema

A pele com tendência atópica, também conhecida como dermatite atópica, é uma doença de pele que afeta milhões de crianças e adultos. Embora seus sinais — vermelhidão, coceira e ressecamento — causem desconforto, não são contagiosos nem irreversíveis. O clima exerce papel fundamental nas crises: temperatura, umidade, poluição e alérgenos sazonais podem desencadear ou agravar os sintomas. Felizmente, com cuidados específicos para cada estação, é possível prevenir surtos e manter a barreira cutânea protegida, garantindo mais conforto durante todo o ano.

O que é dermatite atópica?

O que é dermatite atópica? É uma doença inflamatória crônica e recorrente da pele, caracterizada por lesões eczematosas que causam coceira intensa e ressecamento cutâneo. Esta condição, também conhecida como eczema atópico, resulta de uma complexa interação entre predisposição genética, disfunção da barreira cutânea e resposta imunológica alterada. Geralmente surge nos primeiros anos de vida, podendo persistir até a idade adulta. Afeta cerca de 20% das crianças e 10% dos adultos em países desenvolvidos. Para entender melhor o que é pele com tendência atópica, é importante conhecer suas características e fatores desencadeantes.

Diferença entre pele com tendência atópica e outros tipos de eczema

A pele com tendência atópica distingue-se de outros eczemas principalmente pela sua origem e manifestação. Enquanto o eczema atópico é uma condição genética com predisposição familiar, outros tipos de eczema são frequentemente desencadeados por fatores externos específicos.

Na dermatite de contato, por exemplo, as lesões aparecem apenas após exposição a alérgenos como metais ou parabenos. Já na dermatite seborreica, as áreas afetadas são principalmente o couro cabeludo, face e dobras, com menor intensidade de prurido. A distribuição das lesões também difere: no eczema atópico, bebês apresentam lesões no tórax e superfícies extensoras, enquanto crianças maiores desenvolvem sintomas nas dobras dos cotovelos e joelhos.

Por que ela é mais comum em áreas urbanas?

A prevalência da dermatite atópica triplicou nos últimos 30 anos, afetando principalmente crianças em áreas urbanas e países industrializados. Este fenômeno está relacionado a múltiplos fatores ambientais presentes no estilo de vida urbano contemporâneo.

A poluição atmosférica, com seus diversos irritantes químicos, compromete a integridade da barreira cutânea, tornando-a mais vulnerável. O ar seco dos ambientes climatizados, a exposição reduzida a microrganismos diversos (hipótese da higiene) e o aumento do estresse psicológico também contribuem significativamente. Estudos recentes demonstram que a menor exposição à luz solar e a ambientes naturais pode reduzir a capacidade imunológica da pele em se adaptar a diferentes estímulos.

Sintomas da dermatite atópica

Identificar os sintomas da dermatite atópica é essencial para um diagnóstico precoce e tratamento adequado, especialmente em crianças, onde a condição é mais comum.

Manchas vermelhas, coceira e pele seca

Os sinais clássicos da pele atópica incluem manchas ou placas avermelhadas que surgem principalmente nas dobras da pele: cotovelos, joelhos, pescoço e pulsos. A coceira intensa é um dos sintomas mais marcantes e costuma piorar durante a noite, prejudicando o sono da criança. A pele seca e áspera é outra característica fundamental, que se torna ainda mais evidente na fase crônica da doença.

Durante os surtos, a pele fica visivelmente inflamada, com vermelhidão acentuada. Nas fases agudas, podem surgir pequenas bolhas, áreas que liberam líquido e formação de crostas. Com o tempo, o ato de coçar e esfregar as lesões leva à liquenificação — espessamento da pele com acentuação das marcas cutâneas normais, tornando a superfície mais áspera e ressecada.

Complicações mais comuns

Quando não adequadamente tratada, a pele atópica pode desenvolver complicações significativas. A mais frequente é a infecção cutânea secundária, causada principalmente por bactérias que aproveitam a barreira cutânea danificada para penetrar na pele. Os distúrbios do sono representam outra complicação importante, resultantes do prurido noturno intenso que interfere no descanso da criança.

Além disso, casos graves e crônicos podem levar a problemas de crescimento e desenvolvimento, especialmente quando a condição afeta extensas áreas do corpo ou causa desconforto constante. O impacto psicológico também é significativo, podendo afetar a autoestima da criança e sua interação social. Por isso, o acompanhamento médico regular e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir essas complicações e proporcionar melhor qualidade de vida.

Principais causas e fatores de risco

A dermatite atópica é uma condição complexa que surge da interação de diversos fatores. Compreender as causas e os fatores de risco pode ajudar no manejo adequado da condição e na prevenção de crises. Esta condição não é contagiosa, mas pode impactar significativamente a qualidade de vida, especialmente quando não tratada adequadamente.

Predisposição genética e sistema imunológico

A base genética desempenha papel fundamental no desenvolvimento da dermatite atópica. Estudos recentes identificaram mutações específicas no gene da filagrina, uma proteína essencial para manter a integridade da barreira cutânea. Esta alteração genética está presente em muitas crianças com pele atópica e explica por que a condição tende a aparecer em várias pessoas da mesma família. Quando há histórico familiar de atopia — incluindo asma, rinite alérgica ou alergias alimentares — seu filho tem maior probabilidade de desenvolver a condição.

O sistema imunológico também contribui significativamente para o surgimento das crises. Em pessoas com predisposição atópica, ocorre uma desregulação imunológica que leva a uma resposta inflamatória exagerada na pele. Esta resposta imune alterada, caracterizada pela produção de citocinas específicas (como IL-4, IL-13 e IL-31), promove a inflamação cutânea e intensifica a coceira, criando um ciclo de irritação que agrava a condição.

Fatores ambientais que agravam o quadro

Diversos fatores ambientais podem desencadear ou intensificar crises de dermatite atópica. O banho em excesso remove os óleos naturais da pele, comprometendo ainda mais a barreira cutânea já fragilizada. Sabões abrasivos, tecidos grosseiros como lã e mudanças bruscas de temperatura são gatilhos comuns que podem irritar a pele sensível.

A colonização da pele pelo Staphylococcus aureus é outro fator agravante importante. Esta bactéria está presente na pele de praticamente todas as pessoas com dermatite atópica, mesmo quando não há sinais óbvios de infecção. O S. aureus produz toxinas que desencadeiam uma reação exagerada do sistema imunológico, piorando a inflamação e dificultando a cicatrização da pele.

Em casos de dermatite atópica grave, com lesões extensas, intenso prurido ou infecções recorrentes, é fundamental procurar orientação médica especializada. O tratamento adequado pode incluir desde medidas básicas de hidratação até terapias mais avançadas, dependendo da gravidade do quadro e da resposta aos tratamentos convencionais.

Bebê e criança com dermatite atópica

Particularidades da pele nos primeiros anos de idade

A pele de um bebê é extraordinariamente delicada e possui características únicas que a tornam mais vulnerável às manifestações da dermatite atópica. Durante os primeiros três anos de vida, a barreira cutânea ainda está em desenvolvimento, sendo cinco a seis vezes mais fina que a de um adulto. O estrato córneo, camada mais externa da pele, apresenta células menos coesas entre si, o que facilita a perda de hidratação e aumenta a sensibilidade a fatores externos.

Em bebês, as manifestações da dermatite atópica geralmente aparecem no rosto, especialmente nas bochechas, podendo se estender para o couro cabeludo, braços e pernas. Já nas crianças entre 2 e 12 anos, as lesões tendem a se concentrar nas dobras da pele, como cotovelos e joelhos. O principal sintoma é a coceira intensa, que pode interferir nas atividades escolares e de lazer, afetando significativamente a qualidade de vida.

Dicas para pais no dia a dia

Manter uma rotina consistente de cuidados é essencial para controlar as crises de dermatite atópica em bebês e crianças. Hidrate a pele diariamente, aplicando um emoliente específico em até três minutos após o banho para "selar" a umidade. Opte por banhos curtos com água morna e produtos de limpeza suaves, sem sabão, desenvolvidos especialmente para peles sensíveis.

A escolha das roupas também faz diferença: prefira peças de algodão ou tecidos macios, evitando fibras ásperas que possam provocar coceira. Roupas apertadas devem ser evitadas, pois podem causar atrito e irritação. Controle a temperatura ambiente para evitar o excesso de suor, que pode desencadear crises. Esteja atento também à alimentação do seu bebê com dermatite atópica, pois alimentos como ovos, leite de vaca e trigo podem agravar os sintomas em casos de sensibilidade alimentar.

Para os pais, é importante lembrar que, embora a condição seja crônica, um tratamento adequado pode proporcionar longos períodos de remissão. Consulte regularmente o dermatologista para ajustar o tratamento conforme seu filho cresce e suas necessidades mudam.

Clima e estações: como influenciam a pele com tendência atópica?

O clima exerce influência direta sobre a pele com tendência atópica e a frequência das crises. Para compreender essa relação, basta observar um princípio simples: a pele atópica reage negativamente a tudo que pode ressecá-la, fazê-la transpirar excessivamente ou colocá-la em contato com alérgenos. Cada elemento climático — temperatura, umidade, vento e radiação solar — interage de forma única com a barreira cutânea já fragilizada.

Como o clima afeta a barreira cutânea

A barreira cutânea da pele atópica apresenta uma deficiência natural na produção de lipídios e na retenção de água. Quando exposta a diferentes condições climáticas, essa vulnerabilidade se intensifica. O vento, por exemplo, pode ressecar a pele ao acelerar a evaporação da umidade superficial. Entretanto, isso não significa que um clima úmido seja sempre benéfico.

Embora a umidade elevada permita que a pele preserve melhor sua hidratação, o excesso de umor combinado com calor pode provocar transpiração, que por sua vez irrita a pele sensível. Já o clima temperado, teoricamente ideal por não ser nem muito quente nem muito frio, ainda assim apresenta variações que exigem atenção. A chave está em compreender que não existe um clima perfeito, mas sim estratégias de adaptação para cada condição.

Temperaturas extremas e suas consequências

Tanto o calor intenso quanto o frio extremo desafiam a pele atópica. No verão, o calor excessivo estimula as glândulas sudoríparas, e o suor que fica em contato prolongado com a pele pode causar irritação e desencadear crises. Além disso, a exposição solar desprotegida pode provocar queimaduras que agravam ainda mais o quadro inflamatório.

No inverno, o ar frio e seco remove a umidade natural da pele, comprometendo o manto hidrolipídico que funciona como escudo protetor. Os ambientes internos aquecidos artificialmente intensificam esse ressecamento, criando um ciclo prejudicial. A tentativa de se proteger do frio usando muitas camadas de roupa pode causar superaquecimento e transpiração, gerando desconforto adicional. Por isso, o inverno é considerado o período que requer mais vigilância e cuidados intensivos para manter a pele equilibrada.

Fatores sazonais e alérgenos ambientais

Cada estação traz seus próprios desafios alérgicos. A primavera, com suas temperaturas agradáveis, é também a época de maior concentração de pólen no ar. Para crianças sensíveis, o pólen funciona como um irritante potente que pode desencadear crises intensas. O corte de grama, tão comum nesta estação, libera partículas que se depositam na pele e nas roupas, prolongando o contato com esses alérgenos.

O outono, por sua vez, é geralmente uma estação de transição mais tranquila, com menos fatores irritantes no ambiente. Já o verão, apesar do calor desafiador, traz um benefício surpreendente: a radiação UV natural tem efeitos anti-inflamatórios comprovados pela fototerapia, técnica terapêutica utilizada no tratamento da dermatite atópica. Estudos mostram que a condição é menos frequente em regiões com índices UV mais elevados, desde que a exposição seja controlada e sempre com proteção solar adequada.

Cuidados e prevenção em cada estação

A pele com tendência atópica requer atenção especial durante todo o ano, pois cada estação traz desafios específicos que podem desencadear crises. Vamos entender como proteger a pele do seu filho em cada período, com dicas práticas e produtos adequados para manter a hidratação e o conforto.

Primavera

A primavera traz temperaturas agradáveis, mas também é a época do pólen e do corte de grama, que podem irritar a pele sensível. Para proteger a pele do seu filho:

  • Reduza o tempo de atividades ao ar livre, especialmente em dias com alta concentração de pólen
  • Evite pendurar roupas para secar ao ar livre, pois o pólen pode aderir aos tecidos
  • Prefira vestir seu filho com roupas de algodão de mangas longas e calças compridas
  • Aplique um creme hidratante em todo o corpo após o banho, mantendo a pele sempre bem hidratada

Verão

O verão traz benefícios com a luz solar (fototerapia natural), mas exige cuidados com o calor excessivo e a transpiração:

  • Use protetor solar específico para peles atópicas, sem perfume e com alta proteção
  • Limite atividades ao ar livre nos horários de sol forte (10h às 16h)
  • Opte por banhos rápidos com água morna após atividades que causem transpiração
  • Aplique produtos emolientes várias vezes ao dia, especialmente após o banho
  • Escolha roupas leves de algodão que permitam a transpiração adequada da pele

Outono

O outono é uma estação de transição mais tranquila para a pele atópica, mas o início das mudanças climáticas pede atenção:

  • Comece a intensificar a hidratação da pele conforme o ar fica mais seco
  • Observe as reações da pele às mudanças de temperatura
  • Mantenha o ambiente interno com umidade adequada
  • Continue aplicando cremes hidratantes em todo o corpo, com atenção especial às áreas mais ressecadas
  • Evite tecidos sintéticos que podem irritar a pele sensível

Inverno

O inverno é o período mais desafiador, com o ar frio e seco agredindo a barreira cutânea já fragilizada:

  • Regule a temperatura dos ambientes internos, evitando aquecimento excessivo
  • Vista seu filho com camadas de roupas de algodão, permitindo ajustes conforme a temperatura
  • Hidrate a pele com produtos mais ricos em textura, aplicando-os várias vezes ao dia
  • Evite banhos muito quentes ou demorados, que ressecam ainda mais a pele
  • Mantenha a hidratação interna com líquidos adequados
Estação Principais riscos Medidas de proteção Produto Mustela indicado
Primavera Pólen, corte de grama, alérgenos ambientais Roupas de algodão, evitar exposição a alérgenos Gel Lavante Stelatopia
Verão Sol forte, suor excessivo, cloro de piscinas Protetor solar específico, roupas leves, banhos rápidos Stelatopia+ Hidratante Relipidante Antiprurido
Outono Mudanças de temperatura, início do ar seco Hidratação intensificada, umidificadores Gel Lavante Stelatopia
Inverno Ar seco, frio extremo, aquecedores Camadas de roupas, hidratação constante, evitar banhos quentes Stelatopia+ Hidratante Relipidante Antiprurido

Tratamento para dermatite atópica: pomadas, comprimidos e mais

A escolha do tratamento adequado para a dermatite atópica é essencial para controlar os sintomas e prevenir crises. Atualmente, existem diversas opções terapêuticas disponíveis que podem ser adaptadas à gravidade e às necessidades específicas de cada paciente. Entender as alternativas de tratamento ajuda a gerenciar melhor essa condição que afeta a qualidade de vida de crianças e adultos.

Pomadas e cremes tópicos

Os medicamentos tópicos são a primeira linha de tratamento para casos leves a moderados. Cremes e pomadas de corticosteroides ajudam a reduzir a inflamação e a coceira, mas seu uso deve ser limitado devido aos possíveis efeitos colaterais. Os inibidores de calcineurina, como o tacrolimo e o pimecrolimo, são alternativas eficazes que não causam os mesmos efeitos adversos dos corticoides.

Mais recentemente, a pomada de crisaborol a 2% foi aprovada para pacientes a partir dos dois anos, atuando como inibidor da fosfodiesterase-4 para reduzir a coceira, o inchaço e a vermelhidão. O ruxolitinibe em creme, um inibidor da Janus quinase (JAK), também está disponível para adolescentes a partir dos 12 anos com dermatite atópica leve a moderada.

Comprimidos e antibióticos orais

Quando os tratamentos tópicos não são suficientes, os medicamentos orais podem ser necessários. Os antibióticos orais são indicados para tratar infecções bacterianas secundárias, especialmente causadas por Staphylococcus aureus, comum em pacientes com dermatite atópica. A doxiciclina e o trimetoprima/sulfametoxazol são opções iniciais eficazes.

Para casos mais graves, existem os imunossupressores sistêmicos, como ciclosporina, micofenolato, metotrexato e azatioprina. Os novos inibidores orais de JAK (upadacitinibe, abrocitinibe e baricitinibe) representam avanços significativos no tratamento para pacientes a partir dos 12 anos com dermatite atópica moderada a grave não controlada adequadamente com outras terapias.

Fototerapia e outras terapias

A fototerapia é uma opção eficaz para pacientes com dermatite atópica moderada a grave que não respondem bem aos tratamentos tópicos. A radiação ultravioleta B de banda estreita (NB-UVB) é considerada a modalidade de primeira escolha devido à sua segurança e eficácia, podendo reduzir mais de 50% da gravidade da doença nas primeiras 12 semanas. A fototerapia UVA1 também é benéfica, especialmente para casos de dermatite atópica grave, dispensando o uso de psoraleno.

Entre as novas opções terapêuticas, destacam-se os agentes biológicos injetáveis como o dupilumabe e o tralokinumabe, que oferecem alternativas promissoras para casos graves e refratários. Essas modalidades de tratamento têm revolucionado o manejo da dermatite atópica, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes.

Rotina diária de cuidados para evitar crises

A prevenção das crises de pele com tendência atópica começa com uma rotina diária bem estabelecida. Cuidados constantes fortalecem a barreira cutânea e ajudam a manter o manto hidrolipídico intacto, reduzindo significativamente a frequência e intensidade das crises de eczema.

Banho e higiene suave

O banho é um momento crucial para crianças com pele atópica. Recomenda-se apenas um banho diário, com duração de 5 a 10 minutos, sempre utilizando água morna — nunca quente, pois remove a gordura natural da pele. Evite buchas e esponjas que podem irritar a pele sensível.

Substitua sabonetes comuns por produtos de limpeza específicos sem sabão (sindets), com pH ácido, que respeitam a barreira cutânea. Após o banho, seque a pele suavemente com toalha macia, sem esfregar, apenas pressionando delicadamente para absorver a umidade.

Hidratação e escolha de tecidos

Aplique cremes hidratantes em até 3 minutos após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, para "selar" a umidade e restaurar o manto hidrolipídico. Produtos emolientes específicos para pele atópica ajudam a fortalecer a barreira cutânea e prevenir ressecamento.

Quanto às roupas, o algodão é o tecido mais recomendado por ser macio, leve e permitir que a pele respire adequadamente. Evite completamente tecidos sintéticos e lã, que podem irritar a pele e desencadear coceira. Prefira sempre roupas folgadas para minimizar o atrito e remova etiquetas que possam causar desconforto. Lave as roupas novas antes do primeiro uso para eliminar substâncias irritantes.

Perguntas frequentes sobre pele com tendência atópica

O que é eczema?

Eczema é uma inflamação crônica e pruriginosa nas camadas superficiais da pele, caracterizada por lesões vermelhas, secas e com coceira. Na fase aguda, apresenta áreas avermelhadas, que liberam líquido e formam crostas, enquanto na fase crônica, o ato de coçar resulta em áreas secas ou espessadas (liquenificadas). O tratamento visa controlar a coceira e reduzir a inflamação para melhorar o bem-estar do paciente.

O que significa atópica?

Atópica refere-se a uma predisposição genética para desenvolver reações alérgicas e inflamatórias. A dermatite atópica é uma dermatose inflamatória crônica e recorrente que envolve susceptibilidade genética, fatores ambientais e disfunção imunológica e da barreira epidérmica. Pessoas com tendência atópica frequentemente apresentam outras condições alérgicas como asma ou rinite, ou têm histórico familiar dessas doenças.

Dermatite atópica tem cura?

Não, a dermatite atópica não tem cura por ser uma doença de origem genética e crônica. No entanto, é possível controlar os sintomas e prevenir as crises com tratamento adequado. Aproximadamente 70% das crianças que apresentam a doença na infância evoluem com remissão na adolescência, embora alguns casos possam recidivar na vida adulta. O foco do tratamento é manter a fase crônica sob controle e proporcionar qualidade de vida.

Qual a melhor pomada para dermatite atópica?

A base do tratamento são os emolientes e hidratantes, essenciais para restaurar a barreira cutânea. Para casos leves a moderados, pomadas de corticosteroides são frequentemente prescritas, mas seu uso deve ser restrito devido aos efeitos colaterais. Alternativas incluem inibidores da calcineurina como tacrolimo, inibidores de fosfodiesterase-4 como crisaborol, ou inibidores de JAK como ruxolitinibe. A escolha depende da gravidade, idade do paciente e fase da doença.

Como tratar dermatite atópica em casa?

O tratamento domiciliar envolve cuidados diários com a pele: banhos curtos com água morna, uso de sabonetes suaves sem fragrância, aplicação de hidratantes imediatamente após o banho, e evitar fatores desencadeantes como suor excessivo, roupas ásperas e estresse. Manter o ambiente com umidade adequada, usar roupas de algodão e aplicar compressas úmidas durante crises agudas também ajudam a aliviar os sintomas e promover o bem-estar da pele.

Qual o melhor comprimido para dermatite atópica?

Para casos moderados a graves que não respondem ao tratamento tópico, medicamentos orais podem ser necessários. Os inibidores orais de JAK (como upadacitinibe, abrocitinibe e baricitinibe) são opções recentes para pacientes a partir de 12 anos. Imunossupressores como ciclosporina, metotrexato, azatioprina e micofenolato também são utilizados em casos refratários. Antibióticos orais podem ser prescritos quando há infecção bacteriana associada. A escolha do tratamento sistêmico deve ser individualizada e supervisionada por um dermatologista.

Escrito em parceria com a Dra. Clarence De BELILOVSKY, dermatologista e membro do círculo de especialistas Mustela.

Produtos sugeridos

Stelatopia Gel Lavante - Mustela Brasil - 1
Pele Muito Seca Pele Muito Seca
Stelatopia Gel Lavante
Stelatopia+ Hidratante Relipidante Antiprurido Orgânico Certificado - Mustela Brasil - 1
Pele Muito Seca Pele Muito Seca
Stelatopia+ Hidratante Relipidante Antiprurido Orgânico Certificado

Receba dicas, novidades e descontos exclusivos!

Inscreva-se e receba a nossa newsletter