A crise dos 8 meses

Quando se tem um bebê em casa, toda fase é uma novidade para os pais. Isso porque o desenvolvimento humano traz mudanças contínuas conforte o tempo passa – especialmente nos primeiros anos de vida. Segundo Frans X. Plooij, cientista que estudou o comportamento dos bebês ao longo de 35 anos, até os dois anos de idade a criança passa por dez saltos mentais. Alguns destes picos comportamentais são surpreendentes enquanto outros, tendem a ser preocupantes para os pais.

Entendendo o bebê: a crise dos oito meses

Por volta dos oito meses de idade, por exemplo, a personalidade do bebê pode mudar muito: aquela criança sociável, de repente, dá lugar a caras e bocas (e até choros repentinos) na presença de pessoas pouco familiares ou na ausência da mãe. A crise dos oito meses, que surge entre 26 e 37 semanas de vida do bebê, é um dos saltos descobertos por Plooij.

 

Como reconhecer a crise dos 8 meses?

A crise dos 8 meses,  também  conhecida como angústia da separação ou medo de estranhos, é um processo normal do desenvolvimento psíquico da criança. É nessa fase que seu pequeno percebe que ele e a mãe são duas pessoas diferentes e aprende a diferenciar aqueles indivíduos que são mais próximos daqueles que não são.

Esta alteração no comportamento do bebê se torna um passo importante para sua autonomia. Mas, como toda mudança, gera um sentimento de insegurança e abandono – especialmente quando você não está ao lado dele. Imagina a intensidade dessa emoção para um bebê que ainda não é capaz de entender que ausência da mãe não significa uma separação definitiva. E mais: alguns minutos fora de vista podem parecer uma eternidade para ele!

A intensidade deste salto deste desenvolvimento mental não é igual em todas as crianças. E também não é uma fase obrigatória, já que cada bebê tem o próprio temperamento e personalidade.  Algumas tendem a ficar mais irritadas, chorosas e manhosas. Outras lidam com isso de uma maneira mais tranquila e, muitas vezes, os pais nem percebem.

 

Como ajudar o bebê nessa fase?

Se você já percebeu que o seu bebê está passando pela crise dos oito meses, é preciso ajudar a superar essas angústias da melhor maneira possível. Ninguém é melhor que a mãe para acalmar o pequeno, mas o pai e outras pessoas da família podem auxiliar nessa tarefa, dando o carinho e a atenção que ele precisa.

Antes de qualquer coisa, mantenha calma para que possa tranquiliza-lo. A angústia do bebê é real e, por isso, é importante deixar claro que você o ama e que está ali para ajudá-lo. Pegue seu pequeno no colo, faça carinho, brinque com ele, demonstre afeto. E, caso vocês precisem se separar por algumas horas ou até alguns dias, diga de forma clara que voltará logo. O ideal é evitar longos períodos de ausência, mas caso isso seja necessário, deixe a criança com alguém de confiança, como por exemplo, o pai.

Para facilitar esse processo da separação, uma dica é brincar de esconde-esconde com a criança. Esconda-se atrás da porta e reapareça depois de alguns segundos. Assim, ela vai entender que a separação é temporária. Além disso, os pequenos adoram esse tipo de brincadeira – o que renderá, certamente, boas gargalhadas.

Outra recomendação importante é não sair, em hipótese alguma, sem se despedir do bebê. Quando deixar na creche ou escolinha, mesmo que ele chore, é fundamental que você se despeça para que ele não pense que está sendo abandonado. Vale ressaltar que mudanças de rotina nessa fase não são bem-vindas. Evite ao máximo. Um brinquedo, boneco, fralda ou lenço com seu cheiro também pode ser bastante útil no sentido de acalmar a criança, pois indicará proximidade.

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