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Conscientização sobre Autismo: dicas sobre como lidar e acolher

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Conscientização sobre Autismo: dicas sobre como lidar e acolher
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Este assunto é muito importante para pais e cuidadores, pois grande parte dos diagnósticos acontece durante a infância. O autismo é uma condição que vem desde nascença e é percebida nas primeiras fases da vida, entre 1 e 3 anos do bebê, sendo este o momento em que a criança está começando a desenvolver a maior parte do seu comportamento nas relações com o ambiente.

Neste mês, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, que dá visibilidade para pessoas diagnosticadas dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), que se refere a pacientes com diferentes condições caracterizadas na maneira de encarar o convívio social, a linguagem e a comunicação do indivíduo, além dos seus interesses e relação com o mundo exterior. 

Por se tratar de um transtorno e não uma doença, isso significa que não há uma cura para o autismo, contudo é possível seguir tratamentos e fazer um acompanhamento para amenizar alguns efeitos e garantir uma qualidade de vida excelente para o desenvolvimento saudável destas crianças. 

Separamos aqui algumas dicas para olhar com mais carinho e cuidado para este tema:

Fique atento aos sinais e busque acompanhamento de profissionais

Por ser um transtorno com diagnóstico feito apenas pela observação comportamental e não por investigação biológica, como exames de sangue ou imagem, o enquadramento e entendimento de uma criança como autista é mais complexo. Por isso, é importante um trabalho conjunto de pediatras, psicólogos e toda a rede de apoio e cuidadores para observar e trocar informações sobre o desenvolvimento e reações dos pequenos em diferentes situações.
Os principais sinais de TEA são:
●    Atraso na comunicação social e processos de linguagem e expressão;
●    Dificuldade em verbalizar, receber e processar informações;
●    Contrariedade a momentos de socialização e interação. 

Fuja dos estereótipos e aposte no acolhimento

É importante reforçar que a criança autista tem a capacidade de realizar estas ações, ela só as enuncia com certo atraso ou em menor intensidade. Os casos podem apresentar estas condições em níveis diferentes, desde traços de personalidade até situações mais extremas. Em todos eles, é possível encontrar atividades e tratamentos para garantir uma melhora em algumas destas características e garantir um crescimento saudável para esta criança, adaptado às necessidades e particularidades de cada indivíduo.

Há uma falsa percepção de que todos os autistas não gostam de carinho e contato, o que não é verdade. Muitos apresentam esta característica, e é preciso respeitar este espaço para não agravar alguns casos, mas o afeto não está apenas no toque, ele se dá na escuta, na atenção e na troca verdadeira. 

Incentive sempre e acredite no potencial destas crianças

Cada indivíduo vai apresentar particularidades no seu processo, mas não deixe de observar e oferecer recursos para que o autista possa se desenvolver. É preciso entender que toda a rede deve estar incluída neste processo, escola, cuidadores, pais, médicos, terapeutas, e que cada um pode agregar aprendizados e evoluções nesta jornada. Mesmo sem cura, é possível minimizar e conviver com as condições do TEA ao longo da infância e na vida adulta. 

Palavras carinhosas, gestos de ajuda, sorrisos e incentivos são muito bem-vindos! Crie formas de se comunicar e de entender como os pequenos se sentem confortáveis em se comunicar, como por exemplo, desenhar, pintar, usar peças de montar, contar histórias com bonecos, as oportunidades e caminhos são enormes.