Proteção solar: saiba como cuidar da pele do seu filhoDezembro 2017

O sol é uma fonte de prazer e diversão para a família durante o ano todo. Mas, ao mesmo tempo em que proporciona momentos de lazer para pais e filhos em todas as estações, a exposição excessiva também pode representar um enorme perigo para bebês e crianças. Inclusive nos dias nublados.

 

Pesquisas realizadas na área consideram que mais de 80% de toda radiação solar recebida por uma pessoa ao longo da vida acontece nos primeiros 18 anos de idade. Isto significa que os níveis de raios UV recebidos na infância e na adolescência contribuem de maneira efetiva para o crescimento dos riscos de câncer de pele na fase adulta.  

 

Não usar protetor solar aumenta em até 10 vezes as chances de desenvolver câncer de pele, além de colaborar com a incidência de outras doenças fotossensíveis como o lúpus e melasma. Além de queimaduras, manchas e envelhecimento precoce, ficar no sol à mercê de raios nocivos pode causar danos celulares irreparáveis.

 

É por isso que os pais devem estar conscientes de que é imprescindível começar a prevenção o quanto antes. A recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia é usar protetores solares em bebês com mais de seis meses.

 

Raios UVA e UVB

Embora a exposição solar seja benéfica para a síntese de vitamina D nos bebês, a radiação UVA e UVB podem provocar dados celulares irreversíveis nos pequenos. Mais intensos durante os meses de verão, os raios UVB costumam ser bloqueados pela epiderme – primeira camada da pele.

 

Os raios UVB são os principais responsáveis pelas queimaduras solares e até mesmo câncer de pele. Por isso que o Fator de Proteção Solar (FPS) é essencial para resguardar a pele contra esse tipo de radiação. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que o FPS seja acima de 15.

 

Já os raios UVA emitidos pelo sol atravessam a camada de ozônio da Terra e também as nuvens, sendo intensos durante o ano todo. A radiação UVA é capaz de penetrar nas camadas mais profundas da pele, causando o envelhecimento precoce e o surgimento de melasma.

 

Para se proteger, é preciso ficar atento ao PPD, sigla em inglês para Persistent Pigment Darkenin. Em tradução livre, significa Fator de Proteção contra os raios UVA. Nos rótulos dos produtos, este fator também deve ser especificado, com a indicação FPUVA.

 

Para entender a relação entre os dois, é preciso ter em mente que o PPD começa no 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS. Por exemplo: em um protetor solar com FPS 30, o PPD deve ser igual ou superior a 10. Só assim é possível proteger a pele de maneira efetiva contra os raios UVA e UVB.

 

Medidas de fotoproteção

  • Além de escolher protetores solares específicos para os pequenos, com amplo espectro (bloqueio de raios UVA e UVB), os adultos também são responsáveis em dar o exemplo, deixando que as crianças os vejam aplicando o filtro solar em si mesmos todos os dias;
  • Outro fator que interfere na efetividade do filtro solar é a quantidade aplicada. Normalmente os pais aplicam uma quantidade bastante inferior àquela necessária. Uma regra prática é a de se utilizar dois dedos de produtos (ou duas colheres de chá) nas áreas expostas aos raios solares;
  • No momento de passar o filtro solar, as mães devem ficar atentas para usar o produto em partes do corpo que muitas vezes são esquecidas como as orelhas, dorso dos pés, atrás dos joelhos e o rosto – sempre evitando a área muito próxima aos olhos. Lembre-se que 70% das incidências de câncer de pele acontecem na face;
  • É importante reaplicar o produto sempre que necessário, em média a cada duas horas, após transpiração intensa ou contato com a água;
  • É preciso sim passar protetor solar mesmo quando o pequeno está debaixo do guarda-sol. A água e a areia (assim como o cimento e a neve) refletem os raios solares e podem contribuir para a ocorrência de queimaduras;
  • Bebês com menos de seis meses que não podem usar protetor solar devem ser expostos ao sol em horários com baixa radiação – bem cedo pela manhã ou no finalzinho da tarde. Para protegê-los do sol, as mães devem eleger roupas leves que cubram o corpinho todo, além de chapéus e bonés. Lembrando que peças com malha branca ou tecidos com tramas largas protegem menos que tecidos com tramas mais fechadas e cores escuras;
  • Crianças com mais de dois anos também devem tomar sol em horários apropriados – antes das 10 horas e após às 16 horas. Os pais não devem se esquecer de aplicar o filtro solar nos pequenos diariamente nas áreas não cobertas pela roupa – de preferência com a pele seca e de 20 a 30 minutos antes de sair para ambientes externos;
  • O uso de hidratante após a exposição aos raios UVA e UVB é de extrema importante para manter os níveis de hidratação da pele – que pode ficar desidratada após a exposição ao sol. 
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